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PGL Energy
Instrumento

O solar, sem conversa de vendedor

A pergunta não é «quantos painéis cabem no telhado». É «quanto do que eles produzem é que esta casa consegue gastar no momento em que é produzido» — porque é isso, e só isso, que decide o retorno.

A sua instalação

A produção específica depende do sítio e da inclinação. Para Portugal continental usa-se habitualmente um valor na casa dos milhares de horas de sol equivalentes, e o número exato para a sua morada obtém-se numa ferramenta de estimativa oficial.
Equipamento, instalação, estrutura, legalização e IVA — o preço final da proposta, não o do material.
produção anual estimada
poupança anual
até se pagar
excedente injetado na rede

Poupança média mensal estimada disco
0,00€/mês

Aqui o disco gira ao contrário do habitual: é energia que deixa de ser comprada.

A fatia aproveitada é tudo

Um kWh consumido no momento em que é produzido vale o preço a que o compraria à rede. O mesmo kWh injetado na rede vale uma fração disso.

Daí a regra prática que nenhum vendedor tem interesse em dizer: antes de acrescentar painéis, desloque consumos para o meio do dia. Máquina de loiça ao almoço, roupa à tarde, termoacumulador programado para as horas de sol. Sai de graça e melhora o retorno mais do que qualquer painel extra.

O que esta conta simplifica — e convém saber

  • Degradação dos painéis. A produção cai lentamente ao longo dos anos. Não muda o retorno de forma dramática, mas alonga-o um pouco.
  • Inversor. É o componente com maior probabilidade de precisar de substituição antes do fim de vida do sistema. Uma conta honesta reserva dinheiro para isso.
  • Preço da eletricidade. Se subir, o retorno acelera; se descer, atrasa. A calculadora assume preço constante, que é o pressuposto mais neutro possível.
  • Apoios e IVA. Existem, mudam e têm condições. Nada disto está embutido nos valores de partida.
  • Sombreamento. Uma chaminé ou uma árvore podem cortar a produção de forma muito superior à área que tapam. É o principal erro de dimensionamento doméstico.

Antes de assinar uma proposta

  1. Peça a produção anual estimada em kWh, não só a potência em kWp. Se não a derem por escrito, é sinal.
  2. Peça o diagrama de consumo que usaram para estimar a fatia aproveitada. Se não usaram nenhum, a estimativa de retorno é decorativa.
  3. Confirme quem trata da legalização e do registo da unidade de produção para autoconsumo e o que acontece ao excedente.
  4. Compare pelo menos três propostas com a mesma produção estimada — não com a estimativa de cada um.

Baterias

Aumentam a fatia aproveitada, e aumentam o investimento. A conta certa é a mesma desta página, feita duas vezes: com bateria e sem bateria, cada uma com o seu investimento e a sua fatia aproveitada. Muitas vezes o retorno com bateria é pior, e é honesto dizê-lo antes de a instalar.