O escalão certo para a sua casa
A potência contratada paga-se todos os dias do ano, use-se ou não. É a rubrica da fatura que mais gente tem errada — quase sempre para cima, porque foi o instalador que escolheu e ninguém voltou a pensar no assunto.
O escalão tem de aguentar o pico, não a média. É essa a diferença entre esta calculadora e as outras do site.
Os escalões
Em baixa tensão normal, a potência contratada segue uma escada de valores fixos, em kVA: 1,15 · 2,3 · 3,45 · 4,6 · 5,75 · 6,9 · 10,35 · 13,8 · 17,25 · 20,7. Não se escolhe um valor intermédio: escolhe-se um degrau.
O degrau certo é o mais baixo que aguente o pico da casa. Abaixo disso, o disjuntor dispara quando tudo coincide; acima disso, paga-se todos os dias por margem que não se usa.
Antes de descer de escalão
- Faça o teste do pior dia. Ligue de propósito tudo o que costuma coincidir num jantar de inverno e veja se aguenta. É mais informativo do que qualquer tabela.
- Veja se há alteração de contrato com custo. Mudanças de potência podem ter condições e prazos próprios do comercializador ou do operador de rede.
- Pense no que aí vem. Se planeia colocar ar condicionado, placa de indução ou carregador de veículo elétrico, o pico da casa vai mudar — e voltar a subir de escalão pode custar mais do que a poupança de um ano.
- Não desça abaixo do que a instalação exige. Uma casa com água quente elétrica e placa de indução não vive num escalão baixo, por muito que a conta o sugira.
Porque é que aparece «kVA» e não «kW»
Porque a potência contratada é medida em potência aparente, que inclui a parte da corrente que os motores e as fontes de alimentação pedem sem a converter em trabalho útil. Numa casa comum, a diferença entre as duas é pequena — esta calculadora usa um fator de 0,95, que é uma aproximação conservadora e razoável para uso doméstico.